sábado, 14 de junho de 2008
I Fórum de Mídia Livre

Acompanhe ao vivo, neste domingo, 15, a partir das 09:00, pela TV Carta Maior, a transmissão do segundo dia de discussões no I Fórum de Mídia Livre.
Confira, pelo Telejornal Online da Escola de Comunicação da UFRJ, a cobertura do primeiro dia de debates no evento.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Sobre equívocos
La Vieja já preparava sua mala de garupa para tomar hoje seu objeto voador quando flagrou a seguinte ambigüidade:
Para a Zero Hora de hoje, o deputado estadual Adão Villaverde (PT) afirmou que a então deputada federal tucana Yeda Crusius, em discurso proferido em 14 de julho de 2005, na Câmara dos Deputados, "questionou a possibilidade de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em razão da crise do mensalão" (Os grifos são meus):

Ora, "questionar a possibilidade" é uma expressão equívoca, que pode significar tanto cogitar, ou sugerir, a possibilidade de algo vir a acontecer - ou seja, sugerir que algo é possível - quanto questionar, propriamente falando, sua viabilidade - tal como ocorre quando, por exemplo, na medida em que de fato há uma determinada possibilidade, a retorquimos -.
Ora, é mais do que evidente que a então deputada tucana adotou o primeiro sentido dessa expressão, como fica claro abaixo:
"(...) Por menos, já não se disse que pessoa que coordena com o seu partido esquema que se está transformando em aberto e teima em recusar sua responsabilidade não está sujeita a impeachment? E nós, com nossa ação política, do PSDB, dizemos: olha, se todos, Câmara dos Deputados, Senado Federal, imprensa, Governo Federal, Ministério Público, respondermos dizendo sim, com seriedade e responsabilidade, às investigações; se todos pudermos juntos, acima dos partidos, enfrentar o que precisa ser mudado para consertar o estrago, pode-se sim chegar à conclusão de ser caso de impeachment (...)" (Os grifos são meus).
Jornalismo não pode ser o espaço da ambigüidade.
A menos, claro, que seja conveniente lhe dar vazão.
Só as palavras do deputado é que deixam o texto mais claro. Villaverde teria, segundo ZH, afastado a hipótese de pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB):
"Não queremos a mera disputa política que ela fez com o presidente, mas sim o aprofundamento das investigações para varrer a corrupção da estrutura pública do Estado".
São as palavras do deputado, e só as palavras do deputado, que esclarecem que o discurso da então deputada sugeria a possibilidade de impeachment do presidente Lula em função da crise do mensalão. Jamais a Rainha das Pantalhas a retorquiu, portanto.
La Vieja aconselha que todos os deputados de oposição, nesse momento de aguda crise, tomem muito cuidado com suas palavras.
Em tempo: Quem tentar acessar os discursos da então deputada federal tucana Yeda Crusius verá que os enlaces não mais funcionam.
Para a Zero Hora de hoje, o deputado estadual Adão Villaverde (PT) afirmou que a então deputada federal tucana Yeda Crusius, em discurso proferido em 14 de julho de 2005, na Câmara dos Deputados, "questionou a possibilidade de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em razão da crise do mensalão" (Os grifos são meus):

Ora, "questionar a possibilidade" é uma expressão equívoca, que pode significar tanto cogitar, ou sugerir, a possibilidade de algo vir a acontecer - ou seja, sugerir que algo é possível - quanto questionar, propriamente falando, sua viabilidade - tal como ocorre quando, por exemplo, na medida em que de fato há uma determinada possibilidade, a retorquimos -.
Ora, é mais do que evidente que a então deputada tucana adotou o primeiro sentido dessa expressão, como fica claro abaixo:
"(...) Por menos, já não se disse que pessoa que coordena com o seu partido esquema que se está transformando em aberto e teima em recusar sua responsabilidade não está sujeita a impeachment? E nós, com nossa ação política, do PSDB, dizemos: olha, se todos, Câmara dos Deputados, Senado Federal, imprensa, Governo Federal, Ministério Público, respondermos dizendo sim, com seriedade e responsabilidade, às investigações; se todos pudermos juntos, acima dos partidos, enfrentar o que precisa ser mudado para consertar o estrago, pode-se sim chegar à conclusão de ser caso de impeachment (...)" (Os grifos são meus).
Jornalismo não pode ser o espaço da ambigüidade.
A menos, claro, que seja conveniente lhe dar vazão.
Só as palavras do deputado é que deixam o texto mais claro. Villaverde teria, segundo ZH, afastado a hipótese de pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB):
"Não queremos a mera disputa política que ela fez com o presidente, mas sim o aprofundamento das investigações para varrer a corrupção da estrutura pública do Estado".
São as palavras do deputado, e só as palavras do deputado, que esclarecem que o discurso da então deputada sugeria a possibilidade de impeachment do presidente Lula em função da crise do mensalão. Jamais a Rainha das Pantalhas a retorquiu, portanto.
La Vieja aconselha que todos os deputados de oposição, nesse momento de aguda crise, tomem muito cuidado com suas palavras.
Em tempo: Quem tentar acessar os discursos da então deputada federal tucana Yeda Crusius verá que os enlaces não mais funcionam.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
I Fórum de Mídia Livre

Quase seiscentas pessoas haviam confirmado, até o início dessa terça-feira (10), sua participação no 1º Fórum de Mídia Livre (FML), que acontecerá no Rio de Janeiro durante este final de semana.
As discussões serão divididas em cinco eixos temáticos, sobre temas como a democratização das verbas de publicidade, a formação dos "fazedores de mídia" e o surgimento de novas mídias.
Segundo Maurício Thuswhol, "a expectativa da organização do evento é de que pelo menos 800 pessoas façam parte das discussões que serão travadas no campus Praia Vermelha da UFRJ".
La Vieja estará lá.
Sobre conseqüências necessárias, ainda
La Vieja, ainda sob inspiração da boa lógica d"O meu tempo, quer propor aos seus leitores mais reflexões sobre as conseqüências necessárias das afirmações do machão dos pampas, o mui leal e valeroso coronel Paulo Roberto Mendes, comandante-geral da Brigada Militar farrapa e sabujo de plantão da governadora Yeda Cruisius (PSDB), a Rainha das Pantalhas.
Uma dessas conseqüências hoje aparece na forma de uma singela pergunta:
Se para o prendo e arrebento gaudério delinqüente é tudo delinqüente - o que, na lógica paulorobertomendesiana, implica que toda forma de repressão é legítima e justa, donde, por exemplo, a legitimidade de desnecessariamente truculentas ações policiais amparadas legalmente, mesmo que tropecem em obscuras motivações, nas quais parece justo se colocar "pás de terra nas panelas com a comida cozida" de integrantes de movimentos sociais, desse modo inutilizando dezenas de quilos de alimentos -, e se os quadrilheiros que assaltaram os cofres gaúchos através de esquema de desvio de verbas públicas do Detran realizam jantares de confraternização nas mansões adquiridas supostamente com o dinheiro oriundo desse golpe - e não podemos esquecer que todo homem que delinqüe, por definição, é um delinqüente, o que inclui em tal categoria tais ilustres membros do novo jeito de governar -, então o machão dos pampas também irá invadir tais residências munido de mandado de busca e apreensão e mandará seus subordinados colocarem pás de terra sobre a comida servida a tais homens de bem?
Enfim, perguntar não ofende.
Todos ao grande ato cidadão da próxima quinta, 19. Vamos mostrar ao novo jeito de governar que despotismo leviatânico fascista e corrupção se combatem com republicanismo.
(No vídeo, a violenta repressão da Brigada Militar do novo jeito de governar a manifestantes de movimentos sociais, sindicatos e grêmios estudantis, que tentavam se deslocar até o Palácio Piratini para protestar contra a roubalheira de dinheiro público no atual governo. Sob o comando de Paulo Roberto Mendes - o mesmo responsável pela violência contra mulheres da Via Campesina na desocupação da Fazenda Tarumã, de propriedade da Stora Enso, no dia 4 de março de 2008 - a BM gaúcha usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, o que resultou em aproximadamente 35 feridos encaminhados ao Pronto Socorro, um em estado grave. Doze pessoas (entre elas músicos e motoristas dos caminhões) foram presas politicamente, mas em tese por desacato, formação de quadrilha e, pasmem os senhores, tentativa de assassinato...
A manifestação faz parte de Jonada Nacional de Lutas Contra as Transnacionais, promovida por diversos movimentos de todo o Brasil)
O morde e assopra de Zero Hora

Para o editorial "Nem anarquia nem autoritarismo", da Zero Hora de hoje, a alta dos preços dos alimentos foi o tema central dos protestos liderados ontem pela Via Campesina, violentamente reprimidos pela Brigada Militar do novo jeito de governar.
A crise moral e política que se abateu sobre o governo Yeda Crusius (PSDB), também um tema caro aos participantes das manifestações de ontem, no entanto, é tratada como um componente particularmente inquietante na relação entre aqueles protestos e a BM gaúcha.
Porém, ZH se esquece que, se esse é o caso, só o é na exata medida em que a governadora gaúcha determinou que a relação entre BM e movimentos sociais se desse dessa maneira. Não partiu dos movimentos sociais senão a intenção de, de acordo com nossos direitos constitucionais vigentes, manifestarem seu repúdio à crise que tomou conta do Palácio Piratini, bem ao contrário da BM gaúcha, que sob ordens do governo reprime toda legítima tentativa de protesto contra o mar de lama que inundou o governo gaúcho.
ZH, ainda, tentando diluir os protestos contra a corrupção no governo tucano entre os protestos contra a monopolização da produção e da distribuição de alimentos, o que influi na formação de preços, afirma que é inaceitável que se insista em se chamar atenção para tal causa através "de velhas táticas como invasão de empresas urbanas e de propriedades rurais e de ocupação de prédios públicos, indústrias e canteiros de obras, além de bloqueio de rodovias". ZH, portanto, quer movimentos sociais domesticados.
ZH vai mais longe, porém. O encaminhamento de tais demandas deveria se dar, segundo o jornaleco da Azenha, "por meio das instituições democráticas, que existem para isso (...)".
Dentre as instituições democráticas às quais ZH se refere está, por exemplo, a Câmara dos Deputados. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), de acordo com a democracia apregoada pelo Grupo RBS, portanto, ao invés de promover ocupações de latifúndios improdutivos a fim de denunciar a concentração fundiária no Brasil e a necessidade de uma justa distribuição de terras, deveria encaminhar suas demandas à tal instituição. Particularmente, inclusive, à bancada ruralista, formada por mais de 250 latifundiários e representantes de latifundiários.
É assim que as coisas funcionam no maravilhoso mundo de ZH.
Aliás, ainda segundo ZH, encaminhar demandas sociais exclusivamente pelas vias institucionais tem outra vantagem. Segundo Zero Hora, "o encaminhamento de demandas por meio das instituições democráticas, que existem para isso, no mínimo serviria para evitar conflitos como os registrados ontem".
Vejam os senhores, portanto, que os conflitos de ontem ocorreram porque os movimentos sociais não encaminharam suas demandas via instituições democráticas, e não porque a Brigada Militar do novo jeito de governar, em tese uma instituição democrática, recebeu ordens da própria governadora para reprimir com violência protestos contra os escândalos de corrupção de seu governo.
A culpa dos conflitos de ontem, portanto, é toda dos movimentos sociais. Também, quem mandou não encaminhar demandas pelas vias institucionais e querer protestar contra a corrupção? Onde já se viu uma coisa dessas?
O morde e assopra de ZH foi reservado para o final do editorial:

"A sociedade gaúcha certamente é favorável a uma força policial eficiente e firme no cumprimento da lei, como se constata agora (...)", afirma ZH. Porém, continua o jornaleco, "é preciso evitar o risco de que um comando forte seja interpretado como chancela para ações arbitrárias" (Os grifos são meus).
Ora, se se constata agora - e com esse advérbio temporal ZH legitima e se refere às últimas ações da BM gaúcha, todas elas arbitrárias, violentas e desumanas, sendo suficiente lembrarmos seus últimos excessos, que inclusive já motivaram preocupações no Senado Federal - que a BM gaúcha é uma força policial eficiente e firme no cumprimento da lei, então a afirmação de que um comando forte não pode ser interpretado como chancela para arbitrariedades perde todo o sentido, uma vez que as recentes arbitrariedades cometidas pela BM gaúcha acabam de ser admitidas como legítimas, já que eficientes e firmes.
Em seu editorial ZH falou muito sobre a "anarquia", mas muito pouco sobre o autoritarismo que tomou conta das ações policiais do governo gaúcho.
(A charge é do Dóro)
Sobre sintonias

Ainda ontem o Diário Gauche informou que a coluna Painel, da Folha de São Paulo, afirmou que "Em 14 de julho de 2005, no auge da crise do mensalão, a então deputada federal Yeda Crusius subiu à tribuna para apontar 'o mar de corrupção que se organizou no palácio' e perguntar: 'Não é caso de impeachment?'".
La Vieja, que evidentemente não tem o monopólio investigativo dos discursos públicos - fraquíssimos, por sinal - da então deputada tucana, gostaria de lembrar aos seus leitores que em abril último, em exercício de paciência merecedor da salvação eterna, já havia desentocado os célebres peças oratórias da Rainha das Pantalhas, que já então revelava sua vocação para o pugilato.
La Vieja escreveu sobre o novo jeito de enxergar porque a governadora Yeda Crusius (PSDB) então rejeitava tanto a convocação de Delson Martini, seu ex-Secretário-Geral de governo, pela CPI do Detran, quanto associações entre o desvio de dinheiro público operado por membros de seu governo na autarquia e o Palácio Piratini. A Rainha das Pantalhas também pedia ao presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB), que despolitizasse a referida Comissão Parlamentar de Inquérito.
Em função disso tudo, dessa aparente crise de memória de nossa altiva Rainha, La Vieja achou conveniente trazer à baila "o que pensava a então deputada federal Yeda Crusius (PSDB), há menos de três anos, tanto sobre a possibilidade de convocação de qualquer cidadão, por qualquer CPI, quanto sobre as acusações, feitas à época por integrantes da base aliada ao governo Lula, de que a CPI do Mensalão, formada em sua maioria pela então oposição, liderada pelo PSDB de Yeda Crusius e pelo antigo PFL, hoje Democratas (Dem), estava tentando chegar ao Palácio do Planalto - ou seja, tentava associar a crise do mensalão ao presidente Lula -, e que, em função disso, precisaria ser despolitizada".
Foi então que La Vieja revelou que, na sessão nº 236.3.52.0, em 01/09/2005, apresentava a então deputada Yeda Crusius a seguinte Proposta de Emenda Constitucional, a fim de modificar os artigos 50, 55 e 58 da Constituição Federal, de modo a possibilitar que qualquer cidadão pudesse ser convocado por qualquer CPI no Congresso Nacional:
"Para evitar o que estamos vendo, a descrença nos processos de investigação, incluímos dispositivo no art. 50 da Constituição Federal, a fim de que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em quaisquer de suas Comissões regulares, possam convocar qualquer cidadão para prestar informações sobre assunto previamente determinado, importando em crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. Atualmente elas não podem fazer isso. Assim, passamos por um processo de investigação extremamente moroso, até que se chegue à punição" (Os grifos eram e continuam sendo meus).
Também revelou o que pensava a hoje governadora, em julho de 2005, pelo menos até a sessão nº 178.3.52.O, já que nunca se sabe o que um tucano estará pensando amanhã, sobre (i) as críticas da base aliada ao governo Lula à tentativa da oposição, à qual pertencia Yeda Crusius, de associar a crise em torno da CPI do Mensalão ao Palácio do Planalto, sobre (ii) o suposto desinteresse do governo em enfrentá-la, sobre (iii) supostas tentativas de acobertamento das investigações, por parte do governo Lula, sobre (iv) supostas tentativas de intimidação do trabalho de deputados na referida CPI e, finalmente, sobre (v) os pedidos, da base aliada e até mesmo do presidente Lula, de que a mesma fosse despolitizada:
"(...) Sem medo da repetição da história, alerto para a tentativa de acobertamento e uso das instituições para intimidar, como no texto escrito pelo pastor que, ao ver o nascimento do nazismo, disse: 'Eu vi pisarem no jardim do meu vizinho e matarem a flor. Em seguida, vi levarem o meu vizinho'. Essa passagem é linda e todos já a conhecem, porque o texto é constantemente reproduzido a cada tentativa de 'mordaça'. 'E por fim, quando vieram me buscar, não tinha nenhuma voz para se levantar e me defender'.
Esta tribuna é aberta e tem de permanecer assim. Para tanto a Casa deve ser respeitada. Deve recuperar seu respeito. O alerta que faço é sobre a oportunidade de, com essa crise, podermos consertar as estruturas que corrompem o Poder. Estamos vivendo uma crise moral que está sendo repassada para os partidos políticos e para determinadas instituições (...)
(...) Quando vejo que todos esses estágios de evolução da democracia se processaram, confio em que não há de surgir ocasião de o oportunista se manifestar. Pelo contrário, aqui temos de negar e barrar essa possibilidade. Não precisamos. A população já sabe disso, já está educada o suficiente para isso, para perceber o que esse volume inacreditável de dinheiro em malas, em saques bancários, significa. Significa que pelo copo de água que bebo, pelo papel que compro, pelos serviços dos Correios, pela tarifa telefônica, poderia pagar menos. Estamos vivendo muito caro. A diferença entre o que pagamos e o que poderíamos pagar é o volume inacreditável de bilhões roubados da renda formal ou informal dos brasileiros (...)
(...) Por menos, já não se disse que pessoa que coordena com o seu partido esquema que se está transformando em aberto e teima em recusar sua responsabilidade não está sujeita a impeachment? E nós, com nossa ação política, do PSDB, dizemos: olha, se todos, Câmara dos Deputados, Senado Federal, imprensa, Governo Federal, Ministério Público, respondermos dizendo sim, com seriedade e responsabilidade, às investigações; se todos pudermos juntos, acima dos partidos, enfrentar o que precisa ser mudado para consertar o estrago, pode-se sim chegar à conclusão de ser caso de impeachment (...)" (Os grifos continuam sendo meus).
Da massa, não?
E o que será mesmo que ela quis dizer com "uso das instituições para intimidar" e "tentativa de mordaça"? Teria nossa Rainha consultado seu mago próprio e antevisto as ordens que daria à Brigada Militar gaúcha, que sucessivamente vem violando direitos humanos e o célebre Artigo 5º de nossa Constituição Federal, segundo o qual "todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização (...)" (CF, Art. 5º, inciso XVI)?
Bem, de qualquer forma, fica aqui registrada a fina sintonia telepática que há entre a coluna Painel, da Folha de São Paulo, e as elucubrações de La Vieja. Vejam os senhores que ambas tiveram a idéia de resgatar os discursos da então deputada tucana a fim de confrontar sua teoria parlamentar com sua prática executiva. E que bom que tamanho disparate teve a repercussão merecida.
(O prognóstico que ilustra esse texto é do Kayser)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Sobre o otimismo

La Vieja, inspirada pela boa lógica que sopra d'O Meu Tempo, propõe abaixo uma pequena reflexão conseqüencialista sobre recentes palavras do atual comandante do exército imperial da Rainha das Pantalhas.
Quando as mulheres da Via Campesina, em março último, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, ocuparam simbolicamente a fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, de propriedade da papeleira Stora-Enso, a fim de denunciar a situação ilegal da empresa sueco-finlandesa no estado, que teria adquirido terras dentro da faixa de fronteira sem "prévia autorização do Conselho de Defesa Nacional", foram violentamente reprimidas pela Brigada Militar do novo jeito de governar².
Justificando esse fato o então subcomandante-geral da BM gaúcha, Paulo Roberto Mendes, seu atual comandante-geral, homem de confiança da governadora Yeda saio no soco Crusius (PSDB), teria dito que "delinqüente é tudo delinqüente".
Ou seja, para Mendes, se "delinqüente é tudo delinqüente", então toda e qualquer violenta repressão à "delinqüência" não só é legítima como está logicamente autorizada.
Mas, (i) se "delinqüente é tudo delinqüente" e, em função disso, a repressão generalizada está autorizada, e (ii) se a quadrilha que assaltava os cofres públicos debaixo das barbas do novo jeito de governar é formada por delinqüentes, já que todo homem que delinqüe, por definição, é um delinqüente, (iii) então boa parte da cúpula do governo Yeda Crusius tem boas razões para começar a se autoflagelar.
É isso ou o paredão, se Mendes tiver noção das conseqüências de suas afirmações.
Se bem que sempre há o harakiri.
La Vieja, porém, não é tão otimista assim.
("MST", a bico-de-pena e lápis, é de Eduardo Simch)
segunda-feira, 9 de junho de 2008
É hoje

Ato de protesto e mobilização popular contra a corrupção no governo Yeda Crusius (PSDB) hoje, às 14:00, em frente ao "meu quase ex-palácio".






